Recentemente, vi-me forçado pelo regime ditatorial português em que sobrevivemos a ter de emitir um novo Bilhete de identidade. Curiosamente, foi no último dia em que o tradicional BI vigorou neste país à beira mar plantado.
A interferência para com a nossa liberdade pessoal é total em relação a tudo a que este estúpido documento diz respeito. Só a pior das tiranias nos tira as medidas, nos pinta o dedo indicador e nos obriga a exibir a impressão digital. Se sou solteiro ou casado? Estão a brincar? Para não falar do preenchimento dos inúmeros papéis, pagos a peso de ouro que só servem para dizer: não mudei nada desde a última vez, porque se o tivesse feito já cá tinha vindo e não estaria este documento quase a caducar... Na minha mais pacífica opinião deviam ser presos e torturados lentamente até à morte todos aqueles que têm alguma coisa haver com este sistema de identificação, mas adiante...
Por razões profissionais estive num acto notarial com um casal holandês que olhava estupefacto para o Bilhete de Identidade que os restantes elementos do negócio, portugueses, tinham. Estavam chocados com tanta estupidez e assaltados por tanta intromissão. Dado o incomodo causado pela monstruosidade deste cartão acabei por falar no assunto. Argumentei que nos países livres, de facto, não existiam Bilhetes de Identidade. Mas que o pior é que noutros países ainda livres que têm bilhetes do género, estes, normalmente servem para alguma coisa. De seguida, quer a notária, quer os restantes outorgantes começaram a querer discutir comigo, querendo afirmar que o nosso BI serve para alguma coisa. Reforcei então a minha visão: - Desculpem, mas o nosso BI não serve rigorosamente para nada – reiterei. Estupefactos, todos começaram a tentar imaginar uma situação em que o BI fosse imprescindível, mas sem sucesso. Claro. De momento, os voos para a UE são considerados domésticos e não precisamos mostrar BI (podem experimentar), se for uma viagem exterior temos de fazer um passaporte, se quisermos conduzir temos a carta, para votar o cartão de eleitor, para fazer descontos o da segurança social e para as finanças o número é outro.
Bem sei que este bando de tiranos a que chamamos governantes já mostrou interesse em unificar esta trapalhada. Por mim, por muito que o façam o problema vai mais longe do que a tonelada de cartões, números e papéis que fazem este país mais pobre. A treta está dentro das cabeças de quem não sabe o que é ou não é importante. Nós. Parece-me sempre que nós, portugueses, pensamos que mais papéis, mais cartões ou o tal número para andar na via pública ao pé-coxinho, podem gerar bem-estar. Eu, não acredito. Inclusive, acho que só atrapalham. E tenho vergonha de ser português.
23 de Outubro de 2008
19 de Outubro de 2008
Até breve!
Eu juro que tenho tentado! Juro! Mas não tenho mesmo conseguido...
Juro que tenho tentado voltar aqui. E escrever. E tenho saudades de aqui escrever. Continuam a ser muitos os temas sobre os quais me apetece deixar um post. Mas o novo ritmo de trabalho impede-me completamente de o fazer.
Depois de férias, tem-me sido impossível arranjar tempo cronológico (e psicológico) para escrever neste blog (já que outras escritas me preenchem os dias)... Nem para ler os meus "vizinhos" preferidos tenho arranjado disponibilidade...
Neste momento, o ideal para nós (julgo que posso falar pelo Filipe, neste caso) seria provavelmente participar num blog a muitas vozes, no qual pudéssemos escrever apenas uma vez por semana, ou mesmo quinzenalmente, sem que o blog morresse por esta nossa falta de frequência...
De facto, num blog a dois, quando os dois não têm tempo para lhe dedicar, o blog acaba por parar. Foi o que nos aconteceu, por muito que a nossa vontade fosse contrária. Sei que quer eu, quer o Filipe, pensamos em aqui regressar todos os dias. E sei que nenhum de nós o tem conseguido fazer.
Não quero dizer adeus a a esta aventura, mas tenho que assumir, até perante mim própria, um até breve. Devo isso a quem nos leu ao longo destes meses. E devo-vos também um pedido de desculpas por só agora o conseguir dizer.
Poderei voltar ao Margem Esquerda pontualmente, mas sem a regularidade de outros tempos. Quanto à margem esquerda, dessa, prometo nunca sair.
Juro que tenho tentado voltar aqui. E escrever. E tenho saudades de aqui escrever. Continuam a ser muitos os temas sobre os quais me apetece deixar um post. Mas o novo ritmo de trabalho impede-me completamente de o fazer.
Depois de férias, tem-me sido impossível arranjar tempo cronológico (e psicológico) para escrever neste blog (já que outras escritas me preenchem os dias)... Nem para ler os meus "vizinhos" preferidos tenho arranjado disponibilidade...
Neste momento, o ideal para nós (julgo que posso falar pelo Filipe, neste caso) seria provavelmente participar num blog a muitas vozes, no qual pudéssemos escrever apenas uma vez por semana, ou mesmo quinzenalmente, sem que o blog morresse por esta nossa falta de frequência...
De facto, num blog a dois, quando os dois não têm tempo para lhe dedicar, o blog acaba por parar. Foi o que nos aconteceu, por muito que a nossa vontade fosse contrária. Sei que quer eu, quer o Filipe, pensamos em aqui regressar todos os dias. E sei que nenhum de nós o tem conseguido fazer.
Não quero dizer adeus a a esta aventura, mas tenho que assumir, até perante mim própria, um até breve. Devo isso a quem nos leu ao longo destes meses. E devo-vos também um pedido de desculpas por só agora o conseguir dizer.
Poderei voltar ao Margem Esquerda pontualmente, mas sem a regularidade de outros tempos. Quanto à margem esquerda, dessa, prometo nunca sair.
11 de Julho de 2008
Lendo Hayek
Os nossos colegas do Insurgente, lançaram um interessante artigo de Nuno Sampaio a que se seguiu uma pequena discussão.
Concordo quando ele refere que «Existe uma elevada probabilidade de ao pronunciarmos o seu nome [Hayek] num espaço público e em voz alta ouvirmos como resposta “cruzes canhoto”.»
Entretanto apareceu um comentário que me alarmou:
«“Não é possível processar de forma centralizada toda a informação que permite controlar a economia de um dado país.”
Tenho problemas com esta formulação porque parece dar a possibilidade de um dia vir a ser possível.»
Ora aqui está claramente a tentação de que Hayek falava....
A questão não está em fabricar computador mais potentes para processar mais e mais informação: está em pensarmos que podemos saber mais do que sabemos.
A forma de processar todo o conhecimento que fosse necessário, não poderá ser o resultado do pensamento directo consciente, nem resultar do esforço deliberado e coordenado para esse efeito de muitos indivíduos, porque essa informação que precisamos, não existe de forma desligada de um processo inter-pessoal onde os conhecimentos de milhões de pessoas, em sucessivas gerações, vivendo simultaneamente se ajustam e se combinam.
Esse conhecimento existe, mas está embutido em símbolos, instrumentos e instituições que são maiores do que nós. É um erro pensar que está ao nosso alcance podermos melhorar um processo no qual cada indivíduo fez um papel que nunca poderá totalmente perceber.
Podemos não ser Hayekianos, mas o facto é que temos de admitir que temos muito a aprender com ele.
Concordo quando ele refere que «Existe uma elevada probabilidade de ao pronunciarmos o seu nome [Hayek] num espaço público e em voz alta ouvirmos como resposta “cruzes canhoto”.»
Entretanto apareceu um comentário que me alarmou:
«“Não é possível processar de forma centralizada toda a informação que permite controlar a economia de um dado país.”
Tenho problemas com esta formulação porque parece dar a possibilidade de um dia vir a ser possível.»
Ora aqui está claramente a tentação de que Hayek falava....
A questão não está em fabricar computador mais potentes para processar mais e mais informação: está em pensarmos que podemos saber mais do que sabemos.
A forma de processar todo o conhecimento que fosse necessário, não poderá ser o resultado do pensamento directo consciente, nem resultar do esforço deliberado e coordenado para esse efeito de muitos indivíduos, porque essa informação que precisamos, não existe de forma desligada de um processo inter-pessoal onde os conhecimentos de milhões de pessoas, em sucessivas gerações, vivendo simultaneamente se ajustam e se combinam.
Esse conhecimento existe, mas está embutido em símbolos, instrumentos e instituições que são maiores do que nós. É um erro pensar que está ao nosso alcance podermos melhorar um processo no qual cada indivíduo fez um papel que nunca poderá totalmente perceber.
Podemos não ser Hayekianos, mas o facto é que temos de admitir que temos muito a aprender com ele.
4 de Julho de 2008
Ainda a entrevista de MFL
Tem havido muitas críticas, por essa blogosfera fora, ao facto de muitos de nós, a propósito da entrevista de MFL, nos termos limitado a comentar a sua brilhante tirada sobre os casamentos entre homossexuais, "questão de somenos importância", em vez de nos centrarmos nos aspectos económico-sociais, que "verdadeiramente interessam".
Eu justifico-me: não acho interessante comentar uma suposta oposição ao "pacote de obras públicas", quando quem se lhes opõe não as sabe sequer enumerar e até autorizou algumas delas. De facto, MFL é contra que obras concretamente? E se é contra um pacote deste género, porque deu o seu aval, enquanto ministra das Finanças, a, por exemplo, quatro linhas de TGV entre Portugal e Espanha?
Por estas e por outras, nada do que ela diz sobre este tema tem, para mim, qualquer credibilidade. E não acredito nem um milímetro que, se fosse primeira-ministra, não as executasse! Pelo contrário, seria tudo para levar até ao fim e nada deste paleio, que agora adoptou, seria para levar a sério.
Por outro lado, comentar as preocupações sociais da nova líder do PSD soa a comentar uma piada. Mas alguém acredita neste seu discurso?! Os "novos pobres" em muito devem a sua condição à actuação da própria MFL...
Mas, neste campo da assistência social, MFL até disse uma coisa que seria interessante comentar: que defende que o Estado deve apoiar as associações que "estão no terreno" e que "conhecem os verdadeiros problemas das pessoas". Sendo ou não contra este desígnio, MFL devia informar-se melhor: se há área em que o actual governo não se tem saído muito mal é exactamente esta. Centenas de IPSSs constroem actualmente centros de dia, lares, creches, serviços de apoio domiciliário, etc., pelo país inteiro, com recurso a estes subsídios estatais, que a grande chefe dos sociais-democratas agora se lembrou de defender.
Nem num caso nem noutro, MFL descobriu a pólvora. Pelo contrário, afirmou ser contra o que vai fazer se for primeira-ministra, e afirmou ser a favor do que já se faz com o actual primeiro-ministro. Vale a pena comentar isto?
No fim de tanto discurso vazio, afirmou a sua oposição aos casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Foi o final em beleza! Espero ansiosamente pela próxima entrevista!
Eu justifico-me: não acho interessante comentar uma suposta oposição ao "pacote de obras públicas", quando quem se lhes opõe não as sabe sequer enumerar e até autorizou algumas delas. De facto, MFL é contra que obras concretamente? E se é contra um pacote deste género, porque deu o seu aval, enquanto ministra das Finanças, a, por exemplo, quatro linhas de TGV entre Portugal e Espanha?
Por estas e por outras, nada do que ela diz sobre este tema tem, para mim, qualquer credibilidade. E não acredito nem um milímetro que, se fosse primeira-ministra, não as executasse! Pelo contrário, seria tudo para levar até ao fim e nada deste paleio, que agora adoptou, seria para levar a sério.
Por outro lado, comentar as preocupações sociais da nova líder do PSD soa a comentar uma piada. Mas alguém acredita neste seu discurso?! Os "novos pobres" em muito devem a sua condição à actuação da própria MFL...
Mas, neste campo da assistência social, MFL até disse uma coisa que seria interessante comentar: que defende que o Estado deve apoiar as associações que "estão no terreno" e que "conhecem os verdadeiros problemas das pessoas". Sendo ou não contra este desígnio, MFL devia informar-se melhor: se há área em que o actual governo não se tem saído muito mal é exactamente esta. Centenas de IPSSs constroem actualmente centros de dia, lares, creches, serviços de apoio domiciliário, etc., pelo país inteiro, com recurso a estes subsídios estatais, que a grande chefe dos sociais-democratas agora se lembrou de defender.
Nem num caso nem noutro, MFL descobriu a pólvora. Pelo contrário, afirmou ser contra o que vai fazer se for primeira-ministra, e afirmou ser a favor do que já se faz com o actual primeiro-ministro. Vale a pena comentar isto?
No fim de tanto discurso vazio, afirmou a sua oposição aos casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Foi o final em beleza! Espero ansiosamente pela próxima entrevista!
2 de Julho de 2008
Como não ser retrógrada
Parece que Manuela Ferreira Leite defende que casais inférteis e de idade avançada não devem poder casar-se.
Segundo a nova Presidente do PSD, o Estado não tem que conceder o direito ao casamento a quem não vai "procriar". O casamento serve unicamente para constituir família e por família entende-se unicamente ter filhos. As pessoas casam-se para ter filhos. Quem não vai ter filhos não deve poder casar-se. É lógico!
O mais fantástico é que MFL começou a sua resposta à pergunta de Constança Cunha e Sá sobre os casamentos entre homossexuais dizendo "Eu não sou retrógrada...". Faria se fosse!!
(DN)
Segundo a nova Presidente do PSD, o Estado não tem que conceder o direito ao casamento a quem não vai "procriar". O casamento serve unicamente para constituir família e por família entende-se unicamente ter filhos. As pessoas casam-se para ter filhos. Quem não vai ter filhos não deve poder casar-se. É lógico!
O mais fantástico é que MFL começou a sua resposta à pergunta de Constança Cunha e Sá sobre os casamentos entre homossexuais dizendo "Eu não sou retrógrada...". Faria se fosse!!
(DN)
La Palisse
Parece que há muita gente chocada com o facto de Ana Jorge ter dito, no Parlamento, que, se sofresse um acidente grave, não recorreria a um hospital privado. Estranho tanta indignação: a ministra disse apenas o que o país inteiro pensa! Para fazer um raio-X, ir a uma consulta ou submeter-se a uma pequena cirurgia, tudo bem, a malta ainda pode optar pelo serviço privado, que não corre riscos. Mas para uma coisa séria?!
Por favor, quem fala verdade não merce castigo. Desta, Ana Jorge está mais do que desculpada.
Por favor, quem fala verdade não merce castigo. Desta, Ana Jorge está mais do que desculpada.
20 de Junho de 2008

Phyllis e Del têm quase 90 anos de idade e mais de 50 de vida em comum. Mas só esta semana puderam casar-se. No Estado da Califórnia, que avança, assim, numa questão básica de direitos humanos.
18 de Junho de 2008
Notícia de última hora
Saíram perguntas sobre "Os Lusíadas" no exame de Português do 9º ano!!!
Espanta-me que ninguém, no Ministério, tenha achado que seria demasiado difícil para os pobres adolescentes...
Espanta-me que ninguém, no Ministério, tenha achado que seria demasiado difícil para os pobres adolescentes...
13 de Junho de 2008
Beber uma Guinness para comemorar
"Governo irlandês reconhece a vitória do não no referendo sobre o Tratado de Lisboa." (Expresso)
Sei que o chumbo irlandês se deveu muito mais a razões conservadoras do que as quaisquer outras. Mas o que verdadeiramente me interessa é que no único local onde se perguntou à população a sua opinião sobre este Tratado, ela mostrou (como antes outras populações o haviam feito) que não é possível os líderes europeus continuarem o processo de integração europeia de costas voltadas para os cidadãos.
De facto, sempre que estes são chamados a pronunciarem-se, dizem não estar de acordo com o que é negociado pelas nossas elites entre gravatas e ares condicionados...
Senhores, habituem-se, como dizia o outro. E passem a respeitar-nos.
Façam eleger uma verdadeira Assembleia Constituinte ou referendem um futuro Tratado em todos os países. Só assim o elaborarão com e para as pessoas e não à sua margem, só assim saberão qual a Europa que os europeus verdadeiramente desejam, só assim teremos uma Europa de cidadãos e não de burocratas e só assim haverá verdadeira legitimidade democrática em todo este processo.
Obrigada, Irlanda.
Sei que o chumbo irlandês se deveu muito mais a razões conservadoras do que as quaisquer outras. Mas o que verdadeiramente me interessa é que no único local onde se perguntou à população a sua opinião sobre este Tratado, ela mostrou (como antes outras populações o haviam feito) que não é possível os líderes europeus continuarem o processo de integração europeia de costas voltadas para os cidadãos.
De facto, sempre que estes são chamados a pronunciarem-se, dizem não estar de acordo com o que é negociado pelas nossas elites entre gravatas e ares condicionados...
Senhores, habituem-se, como dizia o outro. E passem a respeitar-nos.
Façam eleger uma verdadeira Assembleia Constituinte ou referendem um futuro Tratado em todos os países. Só assim o elaborarão com e para as pessoas e não à sua margem, só assim saberão qual a Europa que os europeus verdadeiramente desejam, só assim teremos uma Europa de cidadãos e não de burocratas e só assim haverá verdadeira legitimidade democrática em todo este processo.
Obrigada, Irlanda.
10 de Junho de 2008
Estou a ler bem?!
"Ministros europeus chegam a acordo para prolongar semana de trabalho até às 65 horas"
(Público)
A flexisegurança tem coisas fantásticas... A melhor de todas é o discurso político que a legitima acrescentar sempre que medidas deste género só serão implementadas se os trabalhadores assim o desejarem!
Se assim fosse, escusavam de tornar legalmente possível este novíssimo limite horário: não há nenhum trabalhador que deseje trabalhar mais de metade do dia (13h) durante 5 dias, ou que deseje abdicar dos dias de descanso para trabalhar "apenas" mais de 9h por dia durante os 7 dias da semana.
Civilizacionalmente, continuamos o retrocesso...
(Público)
A flexisegurança tem coisas fantásticas... A melhor de todas é o discurso político que a legitima acrescentar sempre que medidas deste género só serão implementadas se os trabalhadores assim o desejarem!
Se assim fosse, escusavam de tornar legalmente possível este novíssimo limite horário: não há nenhum trabalhador que deseje trabalhar mais de metade do dia (13h) durante 5 dias, ou que deseje abdicar dos dias de descanso para trabalhar "apenas" mais de 9h por dia durante os 7 dias da semana.
Civilizacionalmente, continuamos o retrocesso...
4 de Junho de 2008
EU FUI!

Fui ao comício das esquerdas e aquilo a que assisti encheu-me de esperança num futuro melhor.
Um futuro sem medo da palavra esquerda, sem medo da palavra socialismo, um futuro em que não se aceitam como inevitáveis as desigualdades sociais e os retrocessos de direitos, em que não se aceita o funcionamento do mercado como poder divino, nem um Estado cada vez mais reduzido nas suas funções como solução única.
Que a experiência se repita e que as ideias floresçam, porque há cada vez mais espaço para elas na sociedade portuguesa, é o meu único desejo!
Um futuro sem medo da palavra esquerda, sem medo da palavra socialismo, um futuro em que não se aceitam como inevitáveis as desigualdades sociais e os retrocessos de direitos, em que não se aceita o funcionamento do mercado como poder divino, nem um Estado cada vez mais reduzido nas suas funções como solução única.
Que a experiência se repita e que as ideias floresçam, porque há cada vez mais espaço para elas na sociedade portuguesa, é o meu único desejo!
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